Vim da física. Talvez por isso eu escreva planos deste jeito.
Hoje escrevo e analiso, dentro do prestigiado escritório Linhares Law, os planos que acompanham petições de EB-2 NIW, EB-1A, O-1A e L-1A. Na prática, são dois trabalhos distintos: construir o plano dos casos que o escritório está montando e examinar, com olhar cético, os que chegam prontos, para descobrir onde eles cedem.
Mas essa trajetória não começou na imigração. Ela começou em 2004, na física, e seguiu pelo mestrado em ciências com ênfase em tecnologia da informação e comunicação. No caminho vieram artigos publicados em periódicos, três livros de minha autoria e a sala de aula, onde atuo como docente concursado do Colégio Pedro II. É lá que se aprende que nenhuma explicação vale se a pessoa do outro lado não entendeu.
Pode parecer uma origem distante do tema. Na verdade, é a origem do método.
- FormaçãoGraduação em Física pela UFRJ, com trajetória na área desde 2004.
- Pós-graduaçãoMestrado em Ciências, com ênfase em Tecnologia da Informação e Comunicação, pelo CEFET-RJ (2013).
- Produção científicaArtigos publicados em periódicos Qualis A1 e B1.
- LivrosTrês obras de autoria própria, entre elas Física para Universitários (Engenharias).
- DocênciaServidor federal, professor do Colégio Pedro II.
- Atuação atualBusiness Plan Specialist da LINHARES LAW.
O que a física ensina e um plano imigratório exige
- Observar antes de afirmar. Em ciência, a conclusão vem depois do dado. Em uma petição, a afirmação sem documento é exatamente o lugar onde o revisor vai parar.
- Separar o dado da interpretação. Grande parte dos planos frágeis mistura as duas coisas na mesma frase, e perde a credibilidade das duas de uma vez.
- Construir modelos que resistam ao teste. Um modelo só vale quando sobrevive a quem tenta derrubá-lo. Um plano também. Por isso ele é atacado aqui dentro, antes de ser lido lá fora.
Escrever um plano imigratório é, no fundo, o mesmo exercício de sempre: observar o fenômeno, encontrar o padrão e construir algo que resista a ser testado.